6 Anos de SP Barbarians Rugby Club!

Uhuuuu!!!

No ultimo dia 28 de Novembro, o nosso clube SP Barbarians Rugby Club completou 6 anos de existência! E para contar mais sobre nossa história, entrevistamos o nosso Presidente e um dos primeiros membros. Também não resistimos e vasculhamos mais sobre o esporte na vida deles. O Rugby muda a vida de qualquer um!

Tenho certeza que vocês vão se surpreender com a história do nosso clube!

Pablo Stagni, 51 anos de idade,  é Argentino de Buenos Aires e atualmente o Presidente do nosso clube. Aos 6 anos, começou a jogar. O incentivo foi feito pelo tio: “meu tio decidiu que precisava gastar muita energia fora de casa para não deixar minha mãe louca”, revela Pablo. De acordo com ele, ela deixou de ficar louca por toda a energia que tinha guardado, e mais louca ainda pelo trabalho na lavanderia, já que os uniformes ficavam pura lama e pela apreensão nos jogos. “Até hoje ela acha que fez um bom negocio”, diz orgulhoso.

Na Argentina, jogou no SIC (San Isidro Club) e no YPF, dos 6 aos 15 anos de idade e só voltou a jogar no Baa-baas aos 45 anos. “O rugby é vida. Me ensinou a ser melhor, a querer ser melhor. Me deu amigos pro resto da vida. Só saio do rugby quando morrer”, declara Pablo.

Mike MacDonald, 31 anos de idade, é Neo Zelandês e um dos primeiros membros do clube. Esta no clube há quase 6 anos e se dedicou muito para o crescimento das Ovelhas, inclusive já foi técnico do masculino. Seu inicio no rugby foi incentivado por sua professora. “Sempre jogava com meu irmãos e amigos, as, joguei futebol até 7 anos de idade na minha escola. Minha professora disse que eu estava muito agressivo e deveria jogar rugby”, revela Mike que não aparenta ser agressivo como sua professora dizia. Em sua trajetória no rugby, jogou em muitos times como: Marist Albion (NZ), Burnside Club (NZ), no amador Saracens (EN), muitos desses ele foi convidado para ser treinador. Para ele o rugby é “ter os valores básicos e respeito que todos deveriam ter”.

O SP Barbarians Rugby Club foi fundado por gringos loucos por rugby que se juntaram com a ideia de apresentar o esporte para seus amigos brasileiros. Muitos deles já não estão no país, como Tim Cowman, “Aussie” Mark e Tom Schofield. Os que ainda estão por aqui mudaram de cidade, estão com idade avançada ou pelo trabalho, acabaram dando um tempo no esporte. Essa junção foi feita para mostrar aos brasileiros que eles poderiam até perder no futebol, mas não havia time que ganharia deles no rugby. A prova disso foi que em 2008, no mesmo ano da fundação, o SP Barbarians participou do campeonato Lions e foi campeão invicto.

O time era uma mistura de várias nacionalidades como franceses, neo zelandeses, ingleses e australianos, e com isso eles procuram um nome que traduzisse a todos. Internacionalmente há um clube chamado Barbarians. Esse time é uma junção de jogadores que são convidados a jogar contra seleções do mundo. Neste ano, foram convidados jogadores Ingleses para jogar contra os Wallabies (Austrália), por exemplo. Eles perceberam então que o conceito era o mesmo do time que eles haviam formado, uma junção de jogadores de vários times e várias nacionalidades. Daí o nome do time SP Barbarians Rugby Club.

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O simbolo escolhido para o SP Barbarians foi uma ovelha. As ovelhas, além de representarem o conceito de união do grupo, já que as ovelhas sempre estão juntas, uma ajudando a outra, é um animal que estava presente nos países de origem dos primeiros membros do time. Como a maioria do time era composto por franceses e ingleses, resolveram incrementar a ovelha com a boina francesa e o charuto inglês. As cores também possuem um motivo: o preto e branco são as cores dos Barbarians Internacional, o roxo foi escolhido como uma mistura do vermelho e o azul das bandeiras francesa e inglesa.  “E o roxo descreve o espírito de luta e o resultado de um bom jogo, afinal a gente é fanático por roxo, sai roxo de campo, se jogou um bom jogo, e fica roxo de raiva ou de alegria no final”, afirma Pablo muito bem humorado. Os primeiros treinos dos Baa-baas aconteceram no colégio St Pauls no Jardins em São Paulo, com a frequência de uma vez por semana. Nesta época, 3/4 do time era de gringos.

O primeiro amistoso das Ovelhas foi em 2008 contra o Keep Walking, devida a “nuvem etílica” que passou naquele dia, de acordo com o Pablo, ainda há discussões de quem ganhou. Logo depois veio o Lions, em novembro de 2008, como já dissemos, e em janeiro de 2009 houve um amistoso com Nippon, um time de veteranos japoneses, onde ganhamos, mas houve uma segunda partida misturando os times, bem no estilo SP Barbarians.

É comum confundir o nosso clube com um time Bicampeão Paulista de 1971 e 1972 com o nome igual ao nosso, porém é outro time que nem existe mais. É importante entender que somos os únicos SP Barbarians Rugby Club e nossas conquistas acorreram todas a partir da fundação do time.

Hoje temos o time feminino: Nós!! A ideia começou a surgir em 2010, pois algumas mulheres e namoradas dos jogadores se empolgaram e quiseram experimentar este esporte fantástico. Naquela época, elas eram chamadas de Barbaretes. Porém em 2012, nós decolamos mais rápido que um foguete. Agora como SP Barbarians Feminino deixamos de ser promessa e somos respeitadas por times de rugby que existem há muitos anos. Algumas das primeiras integrantes estão conosco ainda como Vicky, Lorraine e Milena e temos muito orgulho disso. Nosso coach hoje é o Rone e nossa Capitã puro brilho é a Gisele. No masculino o treinador é o James Flyn e o capitão Dante.

Nessa trajetória o time masculino guardou um torneio em especial na memória: Beach Rugby no Rio de Janeiro em 2009. Mike fala de uma das partidas deste campeonato: “Foi jogado numa tempestade. Estávamos ganhando o jogo por 2 tries contra 1, mas perdermos por 3 tries a 2 nos últimos 5 minutos. Apesar disso, criou-se um bom relacionamento entre os times e agora nós tentamos ir lá cada ano para jogar no Rio Beach rugby”.
Para o feminino, foram dois jogos do 1º Torneio Universitário de Rugby que aconteceu este ano. O primeiro jogo que vai ficar na memória foi contra a URA nas semifinais. Estávamos perdendo de 5 a 0 até o final do primeiro tempo. Como somos um time que não desiste, no segundo tempo nós conseguimos virar fazendo 10 a 5, mas por uma falha nossa, deixamos acontecer um novo try da URA e elas conseguiram converter o chute nos 10 segundos finais do jogo, resultando em URA 12 x 10 SP Barbarians. Foi um jogo que vimos nossos erros e, como um verdadeiro time, todas assumiram sua parcela de cupa. “Se ganhar, todas ganham. Se perder, todas irão perder” é o que nosso Coach Rone sempre deixa claro! Mas o jogo pelo terceiro lugar foi a prova que somos um time muito maior do que muitos imaginavam. Ganhamos do ATR de 20 a x 12. “Foi um jogão, porque nos unimos como se fosse a final. Foi de morrer ficar de fora, mas foi lindo ver o Mike derrubando a mesa e falando pra mim que faltava pouco”, diz nossa Capitã Gisele, que não pode jogar conosco já que teve uma fratura no dedo.

O Pablo ainda joga pelo SP Barbarians sempre que o time convida, que é a grande maioria das vezes. Sua posição sempre foi pilar. Já o Mike não joga fazem dois meses, mas irá voltar a jogar no próximo ano “socialmente”, como disse.

Para ambos, o rugby esta em grande ascensão no Brasil. Os problemas burocráticos e o pré-conceito de que é um esporte extremamente violento acaba prejudicando sua disseminação. Eles esperam que logo menos formemos time com jovens, já que temos times feminino, masculino e veterano e que entremos em grandes campeonatos nacionais de sevens e paulista.

É isso pessoal. Para conhecer nosso time curta a gente no Facebook!

Uga Uga Barbarians! Let´s Go Baa-Baas!

Escrito por: Léia Quio